Mercadoria, demanda efetiva e crise

Tiago Camarinha Lopes

Resumo


A razão do espanto de economistas frente à ocorrência da crise econômica se deve ao fato de usarem modelos baseados na lei de Say. A admissão da lei em teoria inibe a consideração e o estudo da crise capitalista. Assim, quando ela ocorre na prática, a mídia é carregada de perguntas e explicações incongruentes, evidenciando que o modelo econômico teórico geralmente adotado não se adéqua à realidade capitalista. Marx e Keynes, superando os limites da lei de Say, iniciaram a formulação da teoria da crise capitalista com métodos diferenciados, o que se expressa em diferentes níveis de explicação para o desequilíbrio. Este artigo argumenta que a teoria da crise capitalista pode ser buscada a partir da combinação do conceito da contradição da mercadoria com o princípio da demanda efetiva e indica que o pensamento econômico de Keynes sintetiza a contradição entre plano e mercado.

Palavras-chave


crise, lei de Say, história do pensamento econômico, economia e ideologia

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