O cavaleiro de fogo: autoestima, cultura estratégica e controle de armas nucleares no governo de George W. Bush

Diego Santos Vieira de Jesus

Resumo


O objetivo deste artigo é examinar, a partir do “construtivismo psicológico” desenvolvido por Richard Ned Lebow, a posição do presidente George W. Bush quanto aos assuntos relativos ao controle de armas nucleares. A hipótese aponta que Bush visava a preservar o prestígio dos EUA como grande potência e assim reforçar a sua própria autoestima como um líder neoconservador e a autoestima coletiva dos EUA como pilar da democracia e da liberdade no mundo. Ele assumiu, a partir da identidade coletiva institucionalizada de defesa dos valores liberais e da agressividade do “American way of war”, a escolha por uma política que colocava o poder norte-americano no centro da estratégia, numa combinação de força militar sem paralelos e defesa da liberdade e da democracia. Assim, Bush buscou evitar controles rígidos sobre veículos de lançamento, ogivas armazenadas e defesa antimísseis em acordos juridicamente vinculantes sobre o controle de armas nucleares para ampliar a flexibilidade no combate a novas ameaças classificadas como “inimigos da liberdade”, como os Estados-pária.

Palavras-chave


EUA; George W. Bush; cultura estratégica; controle de armas nucleares

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