FOMENTO DE ATIVIDADES CULTURAIS EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Eduardo Silva Escrivano, Wesley Ricardo Souza Freitas, Adriano Alves Teixeira, Jorge Henrique Caldeira Oliveira

Resumo


O objetivo deste estudo é analisar o fomento de atividades culturais em uma universidade pública, mais especificamente na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Para isso, buscou-se compreender a utilização de editais como instrumento na implementação da política de difusão da cultura com a escolha de projetos a serem financiados por subsídios públicos no âmbito universitário, bem como sua utilização como instrumento de gestão dos projetos culturais selecionados. Para demonstrar os benefícios e limitações do edital na ampliação do fomento à cultura, a pesquisa realizada consistiu em um estudo de caso baseado em documentos e entrevistas com técnicos e professores da universidade responsáveis pela condução dos projetos culturais, para comprovar se realmente os editais são uma ferramenta eficiente para a distribuição de recursos e para fomento de projetos culturais na UFMS. A conclusão é no sentido de que diante do atual cenário, uma vez que o uso de editais destinados ao fomento à cultura na UFMS ainda seja prática recente e diante das dificuldades apontadas, o instrumento importante, mas sua aplicação na UFMS ainda exige aprimoramento para o seu uso como instrumento de seleção de projetos culturais.


Palavras-chave


CULTURA; GESTÃO CULTURAL; UNIVERSIDADES; FOMENTO;

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, A. A. M. de; SANO, H. Função compras no setor público: desafios para o alcance da celeridade dos pregões eletrônicos. Revista de Administração Pública, v. 52, n. 1, p. 89-106, 2018.

BARBALHO, A. Textos nômades: política, cultura e mídia. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2008.

BOTELHO, I. A política cultural e o plano das ideias. In: BARBALHO, Alexandre; RUBIM, Albino (Org.). Políticas culturais no Brasil. Salvador: EDUFBA, 2007.

______. Dimensões da cultura e políticas públicas. São Paulo Perspec, São Paulo, v. 15, n. 2, p. 73-83, Apr. 2001 .

BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.

CANELAS RUBIM, A. A. Políticas culturais e novos desafios. Matrizes, v. 2, n. 2, 2009.

CALABRE, L. Políticas culturais: diálogo indispensável. Edições Casa de Rui Barbosa, 2005.

__________. Desafio à construção de políticas culturais: balanço da gestão Gilberto Gil. Proa. Campinas, vol 1, n. 1, 2009.

CALAME, C. Interpretación y traducción de las culturas: Las categorías del pensamiento y discurso antropológicos. Synthesis (La Plata), La Plata, v. 20, p. 95-127, dic. 2013 .

COELHO, T. Dicionário crítico de política cultural: cultura e imaginário, São Paulo, Fapesp, 1997.

CUNHA, M. H. Gestão cultural: profissão em formação. Belo Horizonte: DUO Editorial, 2007.

CUNHA FILHO, F. H. Direitos culturais como direitos fundamentais no ordenamento jurídico brasileiro. Brasília: Brasília Jurídica, 2000.

FREITAS, L O. Políticas públicas, descentralização e participação popular. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 18, n. 1, p. 113-122, jun. 2015.

HANNERZ, U. Cultural complexity: Studies in the social organization of meaning. Columbia University Press, 1992.

KEESING, R. M. Theories of culture. Annual Review of Anthropology, v. 3, n. 1, p. 73-97, 1974.

KERZNER, H. Gestão de Projetos - As Melhores Práticas. 2. ed. São Paulo: Editora Bookman, 2005.

KROEBER, A. L.; KLUCKHOHN, C. Culture: A critical review of concepts and definitions. Papers. Peabody Museum of Archaeology & Ethnology, Harvard University, 1952.

PMI. A guide to the project management body of knowledge (PMBOK Guide), Project Management Institute, 4th ed., Newton Square, PA, 2008.

RUBIM, A. A. C. Políticas culturais entre o possível e o impossível. Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares. Salvador: EDUFBA, p. 139-157, 2007.

SANTIAGO, S. A gestão cultural como instrumento de desenvolvimento em Guaramiranga, Ceará. V ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 27 a 29 de maio de 2009.

SAHLINS, M. O" pessimismo sentimental" e a experiência etnográfica: por que a cultura não é um" objeto" em via de extinção (parte II). Mana, v. 3, n. 2, p. 103-150, 1997.

SOUZA, P. B.; CARNEIRO, J.; BANDEIRA-DE-MELLO, R. Estudo sobre as Dimensões Conceituais da Gestão de Portfólio de Projetos. Brazilian Business Review, p. 125, 2015.

VANNUCCHI, A. Cultura Brasileira: o que é, como se faz.4 Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2006


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Práticas em Gestão Pública Universitária

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

INDEXADORES E DIRETÓRIOS

Google Acadêmico | sumários.org  | LivRe! | Diadorim | Latindex | DOAJ