DESLOCAMENTO E ALTERIDADE: A ASSOCIAÇÃO DA DISTÂNCIA E DA VIAGEM COM O ESTRANHO E O MARAVILHOSO ENTRE OS ANTIGOS EGÍPCIOS

Autores/as

  • Ciro Flamarion Cardoso Professor titular de História Antiga e Medieval da Universidade Federal Fluminense (UFF). Membro do Centro de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade (Ceia/UFF) e do Programa de Pós-graduação em História (PPGH/UFF).

Palabras clave:

Egiptologia, relações internacionais, espacialidade, percepção egípcia dos estrangeiros, Período Imperial do Egito faraônico.

Resumen

Os egípcios antigos tinham uma visão fortemente espacial do mundo e de sua posição nele, que viam como de supremacia. O Egito, parte organizada do universo formada pela intervenção criadora do deus criador, era a sede da verdadeira humanidade, cercada por terras caóticas, hostis, que incluíam os desertos próximos, mas também terras estrangeiras mais distantes, quando seus habitantes não aceitassem a autoridade do faraó egípcio. As representações respectivas se mantiveram ao longo dos séculos, mas a constituição de um Império egípcio entre os séculos XVI e XI a.C, trouxe algumas mudanças, causadas, sobretudo, por ser, agora, o contato dos egípcios com povos estrangeiros bem mais habitual. Os textos e a iconografia do período imperial permitem constatar tanto continuidades quanto diferenças no modo egípcio de encarar os estrangeiros.

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Publicado

2020-07-24

Cómo citar

CARDOSO, Ciro Flamarion. DESLOCAMENTO E ALTERIDADE: A ASSOCIAÇÃO DA DISTÂNCIA E DA VIAGEM COM O ESTRANHO E O MARAVILHOSO ENTRE OS ANTIGOS EGÍPCIOS. PHOÎNIX, [S. l.], v. 16, n. 1, p. 11–31, 2020. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/phoinix/article/view/36569. Acesso em: 19 jul. 2026.

Número

Sección

Artigos