Análise semiótico-discursiva do game Guardiões da Floresta: um game ambiental: "despolitizações" e ideologias conservadoras de comunicação e de defesa do meio ambiente

Evaldo Carneiro de Mello Sobrinho

Resumo


Este artigo apresenta uma análise semiótico-discursiva do game ambiental Guardiões da Floresta, desenvolvido pelo grupo Comunidades Virtuais (UNEB), na perspectiva das ideologias de defesa do meio ambiente, de mercado e de comunicação. Para tanto, recorro à Análise Crítica do Discurso (FAIRCLOUGH, 2001) como ferramenta de análise, utilizando os conceitos de entextualização (BLOMAERT, 2015; 2006; 2005) e comunicabilidade (BRIGGS, 2007a; 2007b; 2005) para conferir dinamicidade ao modelo; cenas significativas do game são transcritas
com a adaptação do ferramental descritivo de Rose (2002), Kress & van Leeuwen (1996) e Godeo (2005). A análise detecta a hegemonia de um discurso ambiental conservador, que dicotomiza Sociedade vs. Natureza, bem como uma concepção de linguagem igualmente conservadora: a despeito das possibilidades oferecidas pelo design de games, Guardiões da Floresta trata a linguagem como linear e artefactual, baseando-se eminentemente em uma lógica comunicacional de causa e efeito. A análise aponta, portanto, para a necessidade de problematização — “politização” — da produção de objetos digitais educacionais, em especial diante da radicalização da agenda neoliberal experimentada no capitalismo tardio e em curso no Brasil. Da mesma forma, a análise contribui para uma discussão sobre o que pode ser considerado texto no contexto de estudos discursivos de games.


Palavras-chave


justiça ambiental; games ambientais; entextualização

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