O cancelamento do futuro: marcas tecnográficas, clichês e os indícios de novas possibilidades para a música eletroacústica no século XXI
Resumo
O artigo busca apresentar possibilidades de atualização da música eletroacústica, partindo das críticas levantadas por Jean Piché (2003) e Rodolfo Caesar (2008, 2014, 2016, 2018, 2024), e do conceito de lento cancelamento do futuro do filósofo Mark Fisher (2020, 2022). Apresenta as referidas críticas e as exemplifica com obras eletroacústicas recentes, para em seguida, sem refutá-las, apresentar indícios de novas possibilidades criativas a partir de breve revisão bibliográfica e apresentação da produção de quatro compositores atuais. Conclui que é possível dirimir os efeitos do cancelamento do futuro na composição de música eletroacústica e aposta em novas estratégias composicionais a partir dos exemplos fornecidos.
Palavras-chave
Composição eletroacústica, Marcas tecnográficas, Clichês, Atualização, Cancelamento do futuro
Biografia do Autor
Marcelo Carneiro de Lima
Doutor em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Mestre em Composição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professor do Instituto Villa-Lobos da UNIRIO, do qual é Diretor. Integrante do grupo de compositores Prelúdio 21 e do Ensemble Jocy de Oliveira, obteve Menção Honrosa no PRIX CIME 2021 e o segundo prêmio do Concurso de Composição de Bourges, em 2015. Organizador, junto a Daniel Quaranta, do livro Perspectivas actuales en la creación y el análisis de la música electroacústica (Buenos Aires, 2021).
