Apresentação: homenagem a Philippe Lacoue-Labarthe (1940-2007)

João Camillo Penna, Virginia Figueiredo

Resumo


O número 17 de A Terceira Margem é uma homenagem ao filósofo francês Philippe Lacoue-Labarthe, falecido em 27 de janeiro de 2007. O obituário do Libération, publicado poucos dias após a sua morte, se iniciava da
seguinte forma: “Philippe Lacoue-Labarthe morreu de insuficiência respiratória na noite de sábado para domingo, no Hospital Saint Louis em Paris.
Filósofo, germanista, tradutor e homem de teatro, professor de estética na
Universidade de Strasbourg, ele tinha 67 anos.” As quatro seções do presente número de A Terceira Margem compõem um quadro bastante amplo de
contribuições sobre, de, e em torno da sua obra. A seção “À memória de”
se inicia com o último texto de Lacoue-Labarthe, que publicamos em edi-
ção bilíngüe, mantendo a sua forma inacabada e suspensiva. O fragmento --
poderíamos chamá-lo assim -- foi escrito em sua última estada no hospital,
poucos dias antes de sua morte. Relata os dois “episódios” de coma sofridos
por ele ao longo do período de sua luta com os desdobramentos de um enfisema pulmonar. Conforme conta Claire Nancy, ele lia em seus últimos dias
de vida Lazare, de André Malraux, obra autobiográfica que narra a interna-
ção de Malraux na Salpetrière, com óbvias ressonâncias com a situação de
Lacoue-Labarthe. Nas duas ocasiões de seus comas ele fora “ressuscitado” --
é o termo médico -- em um domingo. “Melhor do que aquele outro cara”,
ele teria dito a Claire Nancy com humor.

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