O circuito cultural do SLAM MG: produção, circulação e recepção literária pelas margens da literatura mineira contemporânea

Autores

Palavras-chave:

Slam, Circuito, Poesia, Periferia, Recepção

Resumo

O artigo tem como objetivo fazer uma apresentação breve e inicial sobre o histórico do SLAM MG que, ao longo de cinco anos de existência, contou com a participação de 30 comunidades de slam e cerca de 150 artistas de Minas Gerais. Mergulhamos numa análise sensorial da recepção estética da performance da poeta Iza Reis, que participou da classificatória final do SLAM MG em 2019, à luz das categorias de vocalidades poéticas com Paul Zumthor (2014) e das oralituras em performance com a Leda Maria Martins (2021).

Biografia do Autor

Luiz Eduardo Rodrigues de Almeida Souza, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Licenciado em Letras pela Universidade Federal de Viçosa e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Está doutorando em Estudos de Linguagens no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens do Centro Educação Federal Tecnológica de Minas Gerais e pesquisa a formação de leitores/escritores por meio de performances poéticas de sarau/slam como letramentos literários de reexistência. Trabalhou em Estágio Sanduíche na Universidad de Buenos Aires entre outubro de 2018 e março de 2019 com apoio do Programa de Doutoramento Sanduíche no Exterior da CAPES. É poeta, músico e um dos produtores culturais do Coletivoz Sarau de Periferia de Belo Horizonte-MG.

Clara Carolina Oliveira da Costa, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Cientista Social pela Universidade Federal de Viçosa e mestranda em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Possui experiência na pesquisa com abordagem antropológica estudando o movimento Hip Hop, com a temática específica da poesia cantada e falada enquanto elementos da oralidade e musicalidade afro brasileira associada aos movimentos de rua: Saraus, Batalhas de MCs e Batalha de Poesia Falada. Idealizadora e Produtora da Batalha de Poesia Falada na rua e na escola no Slam Akewí em Ipatinga e Viçosa, Minas Gerais. Produtora cultural do Slam MG em Belo Horizonte-MG. Diretora da Produtora Cultural Babylon By Black.

Thaís Ramos Carvalhais, Universidade Federal de Minas Gerais

É bacharel em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua na área de patrimônio cultural desde 2012, participou da construção do Slam Clube da Luta (BH), Slam Estadual de MG e Slam Interescolar de MG.

Flaviane Faria Carvalho, Universidade Federal de Alfenas

É graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa, mestre em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Linguística Aplicada pela Universidade de Lisboa. Tem experiência nas áreas de Linguística Aplicada e Comunicação Social, atuando principalmente nos seguintes temas: semiótica social, multimodalidade, análise crítica do discurso, multiletramentos, gêneros textuais, escrita acadêmica, roteiro e produção de documentário, editoração e assessoria de comunicação. É Presidente do Conselho Editorial da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Alfenas, investigadora do Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade (NeLIS/UnB) e do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa, onde também lecionou como conferencista. Foi Analista de Treinamento do Grupo UOL Educação, Professora do SENAC-MG e do Curso de Jornalismo do Centro Universitário do Sul de Minas. Atualmente é Professora Adjunta do Curso de Letras da Universidade Federal de Alfenas.

Referências

D’ALVA, Roberta Estrela. Teatro Hip-Hop. São Paulo: Perspectiva, 2014.

D’ALVA, Roberta Estrela. Um microfone na mão e uma ideia na cabeça – o poetry slam entra em cena. Synergies Brésil, n. 9, p. 119-126, 2011.

FREITAS, Daniela Silva de. Ensaios sobre o rap e o slam na São Paulo contemporânea. Rio de Janeiro, 2018.

MAGNANI, José Guilherme Cantor. De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana. RBCS, v. 17, n. 49, 2002.

MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória: o Reinado do Rosário do Jatobá. 2. ed., rev. e atual. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 2021a.

MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. 1ª ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021b.

ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Tradução de Jerusa Pires Ferreira e Suely Fenerich. San Pablo: Cosac Naify, 2014.

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Publicado

2022-08-07