Sociedade conflagrada e experiência coletiva

"Passageiro do fim do dia", de Rubens Figueiredo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v28i56.63303

Palavras-chave:

Rubens Figueiredo, trabalho, experiência coletiva, sociedade brasileira contemporânea

Resumo

Passageiro do fim do dia (2010), de Rubens Figueiredo, apresenta a imagem de uma sociedade degradada e conflagrada. Elaboram-se no plano da ficção as condições sociais do presente marcado pela precarização do trabalho, pelo sofrimento e isolamento. Embora a narração acompanhe a perspectiva do protagonista, a configuração formal do romance ultrapassa o encasulamento que ele almeja, pois, em sua consciência individual, entrelaçam-se histórias de diversas personagens, abrangendo a experiência coletiva da sobrevivência em condições adversas.

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Biografia do Autor

Edu Teruki Otsuka , Universidade de São Paulo - USP

Professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP. É autor de Marcas da catástrofe: experiência urbana e indústria cultural em Rubem Fonseca, João Gilberto Noll e Chico Buarque (Nankin, 2001) e Era no tempo do rei: atualidade das Memórias de um sargento de milícias (Ateliê, 2016).

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Publicado

2024-10-14