Encantamento, desencantamento e reencantamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.69604

Palavras-chave:

encantamento, desencantamento, magia, racionalidade, música

Resumo

O artigo analisa a trajetória histórica dos conceitos de encantamento, desencantamento e reencantamento. O encantamento é definido a partir de sua origem etimológica, vinculada à magia, ao canto e à música, que expressam uma cosmovisão arcaica simbólica e espiritual. Em contraste, o desencantamento, segundo Max Weber, corresponde à desmagificação da religião e à racionalidade científica, que resultam na perda de sentido, na alienação e no niilismo moderno. O texto destaca também a crítica de Tolstói à ciência, incapaz de fornecer valores para a vida. Diante dessa crise, surge a proposta de reencantamento, inspirada em perspectivas antropológicas, feministas e decoloniais. Essas correntes buscam a reconexão com a natureza, os corpos e as comunidades. O romantismo é apresentado como um antecedente importante, ao resistir à mecanização e ao racionalismo modernos.

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Biografia do Autor

Eduardo Guerreiro Brito Losso, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Eduardo Guerreiro Brito Losso é professor titular de Teoria Literária do Departamento de Ciência da Literatura da UFRJ; membro permanente e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da UFRJ. Bolsista PQ1 do CNPq. Atua principalmente nos seguintes temas: indústria cultural, experiência estética, experiência mística, arte de viver, crítica social, sublime, ironia, secularização, êxtase, negatividade e simbolismo.

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Publicado

2026-04-25