A língua cindida de Abraão

linguagem e unidade na teologia política do jovem Hegel

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.69777

Palavras-chave:

Hegel, Teologia política, Linguagem

Resumo

O artigo analisa a teologia política do jovem Hegel, com foco em seus escritos do período de Frankfurt (1797–1800), para argumentar que seu projeto filosófico nesse momento se estrutura em torno do problema da relação entre linguagem e unidade política, estabelecendo-se a partir da necessidade de exorcizar uma fala diaspórica, fragmentada e imprevisível, que Hegel associa ao judaísmo, o qual ele caracteriza como a religião da separação. A análise centra-se na interpretação hegeliana da figura de Abraão em O espírito do Cristianismo e seu destino, em que o patriarca é apresentado como o originador de uma cisão que rompe com a vida comunitária. O artigo investiga até que ponto essa lógica de exclusão e despossessão do Outro é um elemento estruturante e canônico do discurso hegeliano.

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Biografia do Autor

Fabiano Lemos Britto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor da graduação e da pós-graduação em filosofia da UERJ.

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Publicado

2026-04-25