A A simbólica do mal de Paul Ricoeur

um mal maior que o sagrado?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.69898

Palavras-chave:

A simbólica do mal, Paul Ricoeur, Mircea Eliade, o sagrado, o mal

Resumo

O objetivo do presente artigo é apresentar um aspecto específico do livro A simbólica do mal de Paul Ricoeur através da explicitação do contexto epistemológico em que ele está inserido, e da reflexão em torno das ferramentas que o filósofo cria com o objetivo de estruturar sua tese sobre a compreensão do fenômeno do mal. Formula-se a hipótese de que o entendimento da forma como Ricoeur trata o problema, para ele crucial, do mal, firma-se melhor quando são restituídas algumas alternativas diversas do caminho que ele propõe. O artigo, sem qualquer pretensão de exaustividade, explora mais particularmente de que maneira a mobilização da tradição judaico-cristã determina o tipo de relação entre o mal e o sagrado que pode ser lida no discurso de Ricoeur.

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Biografia do Autor

Cristina Henrique da Costa, Universidade Estadual de Campinas

Foi maîtresse de conférence na Universidade Montpellier 3 (França). É hoje professora associada livre docente do Departamento de Teoria Literária da UNICAMP, pesquisadora da FAPESP e membro permanente do PPG Teoria e História Literária. Integra a Rede-Brasil Ricoeur e o GT Teoria do Texto Poético. Lidera na UNICAMP o grupo Mulherando. Sua pesquisa está articulada em torno de 3 eixos fundamentais: imaginação poética, hermenêutica de mulheres e estudos sobre o mal. Em torno dessas questões existenciais fundamentais sobre as quais vem publicando artigos, organizando livros e edições de revistas internacionais, o objetivo analítico de sua reflexão é investigar as interseções entre literatura, teoria e filosofia. É autora do livro Imaginando João Cabral imaginando (2014) e seu mais recente projeto intitula-se “Como escrever sobre teorias literárias hoje?”.

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Publicado

2026-04-25