Poesia, política, religião

o Mallarmé de Jacques Rancière

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55702/3m.v30i60.69950

Palavras-chave:

Mallarmé, Religião, Política, Rancière, A política da sereia

Resumo

Lembrado por sua evidente associação com a política (que culmina na tirada relacionando Mallarmé a Marx), a forma como o livro Mallarmé: a política da sereia, de Jacques Rancière, inverte a imagem (consolidada ao longo do século XX) do poeta “hermético” e “elitista”, repousa, na verdade, em um redimensionamento da importância da religião para o referido poeta. O presente artigo visa explorar o modo como a releitura rancieriana se pauta na monografia de Bertrand Marchal e na leitura deste da tradução que o poeta faz de Os deuses antigos.

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Biografia do Autor

Mauricio Chamarelli Gutierrez, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com pós-doutorado na UFJF e na PUC-SP. Professor adjunto do Departamento de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e bolsista Jovem Pesquisador Fluminense, pela FAPERJ (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Processo SEI 260003/004532/2025). Trabalha sempre na interface entre literatura e filosofia, se dedicando há alguns anos a estudos de estética e literatura moderna pensadas contra o pano de fundo da revolução estética de Jacques Rancière.

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Publicado

2026-04-25