O CINEMA AFIRMATIVO E TRÁGICO EM ROSSET: UMA ANALÍTICA FÍLMICA POSSÍVEL

Fabiana Tavolaro Maiorino

Resumo


Nesse artigo objetivou-se apresentar um cinema afirmativo e trágico sob inspiração do filósofo Rosset, ao encarar o cinema como uma possibilidade sensível e estética para transvalorar os valores e ressignificar a existência como acontecimento aberto, sem fundamentos metafísicos ou destinos ontológicos prévios. Para isso, realizou-se a análise de duas películas sob a força do método da hermenêutica trágica de autoria de Beccari, são os objetos: O Homem sem passado (2002) e Meia Noite em Paris (2011). O cinema mostrou-se potente, ao revelar a afirmação da vida imanente, a negação dos aprioris ontológicos, nos levando a conhecer o modo como um pensador intrigante compreende o cinema e suas artimanhas estéticas e narrativas, ao afirmar que a sétima arte nos aproxima da realidade ordinária, revelando o tônus trágico, em que se afirma a vida, tal como ela se dá, sem fugas metafísicas. Esses dois aspectos foram ilustrados pelas análises fílmicas de ambos os filmes, a obra de Kauramaski, o protagonista aceita sua perda de memória e assume sua vida presente, e no filme de Allen, o personagem escritor, abdica da fantasia de se viver numa Paris imaginária, para assumir o contemporâneo em sua contradição cotidiana, diante os desafios pequenos da vida.

Palavras-chave


cinema, Clément Rosset, trágico

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