Mínimos argumentos para que ser seja nonada
DOI:
https://doi.org/10.59488/tragica.v19i1.69310Palavras-chave:
metafísica, ser, niilismo, anarqué, colonialidadeResumo
A partir da leitura heideggeriana do livro Θ da Metafísica de Aristóteles, este artigo examina como a δύναμις (dýnamis) plenamente presente mesmo sem ἐνέργεια (enérgeia) fundamenta uma fixação ontológica que, mais tarde instrumentalizada pelo colonialismo e pelo capitalismo, sustenta um “império transcendental” capaz de capturar os entes assim fixados. Em oposição, afirma-se o “ser” — derivado de um verbo copulativo sem conteúdo próprio — como vazio de característica e ação. Elevado a princípio transcendental, esse vazio atua simultaneamente como condição imanente das relações, à maneira da “diferença” em Deleuze, e como espaço propiciatório para liberar a multiplicidade dos modos de existência, recusando a cosmofobia e o fascismo cósmico implicados na ontologia da presença.
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