Teorias deleuzeanas do mercado
Mercado como superfície de inscrição, comunismo de livre-mercado, nova axiomática e mercado do comum
DOI:
https://doi.org/10.59488/tragica.v19i1.69529Resumo
Através das elaborações de Roffe e Holland o texto discute, a partir da filosofia deleuzeana, a natureza do mercado. Roffe, interpretando a axiomática de quantidades abstratas como uma axiomática de preços, pensa o mercado como a superfície de inscrição capitalista, em que se registram preços, e afirma que preços seriam quantidades intensivas. Holland, a partir de Roffe, afirma que há um declive no mercado capitalista, entre quantidades intensivas e extensivas, que fundamenta a dívida infinita. Assim, mostramos como capitalismo e mercado não se identificam, e o primeiro constitui, em verdade, o anti-mercado. A partir dessa crítica, propomos os conceitos de comunismo de livre-mercado (Holland), nova axiomática e, baseado na escola pós-operaísta, de mercado do comum, para pensar o papel que o mercado e o dinheiro (um dinheiro do comum) teriam num projeto comunista. Concluímos que o mercado do comum, enquanto superfície de inscrição pós-capitalista, depende de uma reapropriação comunizante do que Deleuze & Guattari chamam de fluxo mutante de financiamento, de criação monetária.
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