Teorias deleuzeanas do mercado

Mercado como superfície de inscrição, comunismo de livre-mercado, nova axiomática e mercado do comum

Autores

  • Émerson dos Santos Pirola Doutor em Filosofia pela PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.59488/tragica.v19i1.69529

Resumo

Através das elaborações de Roffe e Holland o texto discute, a partir da filosofia deleuzeana, a natureza do mercado. Roffe, interpretando a axiomática de quantidades abstratas como uma axiomática de preços, pensa o mercado como a superfície de inscrição capitalista, em que se registram preços, e afirma que preços seriam quantidades intensivas. Holland, a partir de Roffe, afirma que há um declive no mercado capitalista, entre quantidades intensivas e extensivas, que fundamenta a dívida infinita. Assim, mostramos como capitalismo e mercado não se identificam, e o primeiro constitui, em verdade, o anti-mercado. A partir dessa crítica, propomos os conceitos de comunismo de livre-mercado (Holland), nova axiomática e, baseado na escola pós-operaísta, de mercado do comum, para pensar o papel que o mercado e o dinheiro (um dinheiro do comum) teriam num projeto comunista. Concluímos que o mercado do comum, enquanto superfície de inscrição pós-capitalista, depende de uma reapropriação comunizante do que Deleuze & Guattari chamam de fluxo mutante de financiamento, de criação monetária.

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Publicado

2026-03-27

Como Citar

DOS SANTOS PIROLA, Émerson. Teorias deleuzeanas do mercado: Mercado como superfície de inscrição, comunismo de livre-mercado, nova axiomática e mercado do comum. Trágica: Estudos de Filosofia da Imanência, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 112–133, 2026. DOI: 10.59488/tragica.v19i1.69529. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/tragica/article/view/69529. Acesso em: 31 jul. 2026.

Edição

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Artigos