Ser, dizer e pensar no livro IV da Metafísica de Aristóteles

Francisco de Moraes

Resumo


Resumo:

Enfocamos, neste trabalho, a estratégia aristotélica de refutação dos negadores do princípio de não contradição, que tem lugar no livro IV de sua Metafísica. Como resultado, temos que o princípio supremo ele mesmo aparece fundado num vínculo primordial que liga o homem, em seu ser, à manifestação das coisas por meio da intencionalidade característica da linguagem. No ato de significar algo uno, o qual remete à primazia ontológica da própria substância, o homem concretiza a sua própria humanidade essencial. Ser homem significa assim assumir no dizer as possibilidades de referência às coisas abertas pelo próprio nome. Partindo desse reconhecimento, nosso trabalho procura ainda abrir caminho para uma outra experiência da linguagem, que não constitui a simples negação ou antítese da aristotélica, a qual visualiza o ser homem, de modo privilegiado, a partir da experiência do ‘sem nome'.

Palavras-chave: Linguagem. ontologia. Aristóteles.


Abstract:

In this paper the focus goes to the Aristotle's refutation strategy of the non-contradiction principle deniers, which takes place in Book IV of his Metaphysics. As a result, the supreme principle itself appears founded in a primordial bond that connects man, in his being, to the manifestation of things by intentionality feature of language. In the act to mean something unique, which refers to the ontological primacy of the substance itself, the man realizes his own essential humanity. Being a man means take the liability of possibilities that are open to things by their own name. Based on this recognition, this paper seeks to open a path for another language experience, that is not the simple denial or antithesis of Aristotle, which visualizes the man, in his being, in such privileged way from the experience of the 'nameless'.

Keywords: Language. ontology. Aristotle.


Palavras-chave


Linguagem. ontologia. Aristóteles.

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DOI: https://doi.org/10.47661/afcl.v5i9.15735

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