Passividade e destino
as aventuras de um herói moderno na história mundial
Resumo
O objetivo é analisar a subjetividade moderna através de Julien Sorel, herói passivo e ambicioso de Stendhal, cuja as constantes falhas refletem a crise da ação e a impossibilidade de plenitude na modernidade. Argumenta-se que o herói moderno é caracterizado por uma paralisia subjetiva reflexionante (Weltschmerz) diante de um mundo regido pela lógica burguesa do lucro e pelas instituições impessoais do Estado (Hegel). Nesse ínterim, a História torna-se uma categoria universal determinante, mas a experiência subjetiva passa a ser marcada por uma dessincronia constante (Koselleck). Com isso, o foco da literatura moderna no "momento qualquer" do cotidiano, permite que se interprete a frustração e a perda das ilusões de Julien como seu verdadeiro "enriquecimento". É seu destino trágico que o liberta da lógica causal e compulsória a que estava submetido (Rancière).
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