Euclides da Cunha
uma quase-confissão
Resumo
Nesse artigo, propomo-nos a pensar, a partir do filósofo Jacques Derrida, a força da alteridade na constituição das subjetividades. Para essa proposta, trazemos a saga “Os Sertões” de Euclides da Cunha como uma maneira de refletirmos o quanto o Outro nos é inacessível e o quanto somos constituídos uns pelos outros. O movimento de buscar descrever, interpretar e capturar o Outro é um movimento de apagamento desse Outro que só existe no segredo, na distância. A própria percepção do desconhecimento do outro deslocou violentamente as expectativas euclidianas. É, então, como uma quase-confissão que ele escreve sua principal obra.
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