A escrevivência e reconfiguração: Conceição Evaristo e a disputa pelo cânone literário brasileiro

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Resumo

O artigo analisa criticamente o cânone literário brasileiro a partir da obra de Conceição Evaristo, evidenciando como a tradição consagrou majoritariamente autores brancos, homens e pertencentes às elites, em detrimento de vozes femininas negras e periféricas. Nesse cenário, a produção da escritora mineira destaca-se ao tensionar estruturas excludentes e propor novas formas de representação literária por meio do conceito de escrevivência. A análise demonstra como suas narrativas ampliam os limites da tradição literária nacional ao incorporar experiências historicamente marginalizadas, contribuindo para uma revisão crítica dos critérios de legitimação cultural e para a construção de um repertório literário mais plural e representativo.

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Biografia do Autor

Anna Júlia Barroso, UFSC

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina (2025-2027), com atuação na linha de pesquisa Arquivo, Tempo e Imagem. Graduada em Letras - Espanhol pela mesma instituição, com experiência em projetos de pesquisa e extensão nas áreas de tradução, ensino e literatura. Email: annajsouza1@gmail.com; ORCID: https://orcid.org/0009-0006-9307-6021 

Publicado

2026-03-27