UM TERRITÓRIO A SER DEFENDIDO: CORPOS, GÊNERO E DITADURAS

Ana Maria Veiga

Resumo


Pensar as ditaduras militares nos países do hoje denominado Cone Sul nos remete a relatos sobre manifestações, sequestros, prisões, torturas e mortes. Ao observar a atuação de mulheres e as relações de gênero que perpassam essas décadas, podemos ver seus corpos como campos simbólicos dentro da resistência, armada ou não; ambiguamente, eles representam também territórios a se defender. Partindo dos relatos de duas argentinas, duas brasileiras e uma boliviana que estiveram nas ruas, na clandestinidade ou na prisão, proponho uma reflexão sobre a instrumentalização dos corpos, por elas e pelo aparato militar repressivo. Ao mesmo tempo, essas mulheres tiveram contato com os ideais feministas que ganhavam visibilidade e acabaram por gerar sua dupla militância. O uso da história comparada como meio de apreensão dessas práticas pode ajudar a iluminar outros aspectos de trajetórias, ao mesmo tempo semelhantes e distintas.

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