ANÁLISE COMPARADA DOS BANQUETES E FESTINS FUNERÁRIOS NAS CULTURAS GREGA E SAMBAQUIEIRA
Abstract
A partir da comparação por categorias de comparáveis, é possível debatermos diferentes elementos e práticas culturais, e provocarmos novas ideias e perspectivas. Assim, apresentamos neste artigo o resultado de diálogos sobre banquetes e festins funerários na Grécia Antiga frente às práticas funerárias dos construtores de sambaqui do território brasileiro. Ambas as culturas supracitadas possuem elementos que revelam e velam, aos nossos olhos atuais, o que teriam sido diversas práticas funerárias, interpretadas e estudas a partir de remanescentes humanos e da cultura material que permaneceu.
References
ANDRADE, Marta Mega. A dimensão religiosa das práticas funerárias: o “caso” de Atenas. Phoinix, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 140-158, 2008.
ARGOLO, Paula Falcão. Imagens da família nos contextos funerários: o caso de Atenas no período clássico. 2006. Dissertação (Mestrado em Arqueologia) -- Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
ARRUANATEGUI, Gisele. O culto de Perséfone e os pínakes de Locres: um exercício de interpretação. 2002. 261f. Dissertação (Mestrado em Arqueologia) -- Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. Disponível em: <http://www.geocities.com/textossbec/arrunate.doc>.
BARBOSA-GUIMARÃES, Márcia. O lixo e o luxo: as premissas teórico-metodológicas e a noção de sambaqui. Boletim do Museu Nacional, Rio de Janeiro, v. 63, p. 1-24, 2003.
BASTOS, M. Q. R. et al. Análise de Isótopos de Carbono e Nitrogênio: dieta antes e após a presença de cerâmica no sítio Forte Marechal Luz. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, n. 24, p. 40-53, 2014
BERGER, Peter. O Dossel Sagrado: elementos para uma teoria sociológica da religião. São Paulo: Paulus, 2004.
BIANCHINI, Gina Faraco et al. Processos de formação do sambaqui Jabuticabeira-II: interpretações através da análise estratigráfica de vestígios vegetais carbonizados. Revista do Museu Arqueologia e Etnologia, São Paulo, n. 21, p. 51-69, 2011.
COTTLE, Alice. Grave-visiting, Spirituality and Animistic Beliefs amongst the Bisaya of Rural Borneo. Ethnographic Encounters, St. Andrews, v. 2, n. 2, p. 38-48, 2012.
DEBLASIS, Paulo; GASPAR, Madu. Os sambaquis do sul catarinense: retrospectiva e perspectivas de dez anos de pesquisas. Especiaria: Cadernos de Ciências Humanas, Ilhéus, v. 11, n. 20-21, p. 83-126, jul./dez. 2008, jan./jun. 2009.
DELGADO, Ana; FERRER, Meritxell. Alimento para los muertos: mujeres, rituales funerários e identidades coloniales. Treballs d'Arqueologia, Barcelona, n. 13, p. 29-68, 2007. p. 44.
ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
FLORENZANO, M.B.B. Nascer, viver e morrer na Grécia Antiga. São Paulo: Atual, 1996.
GARLAND, Robert. The greek way of death. New York: Cornel University, 1995.
GASPAR, Maria Dulce. Considerations of the sambaquis of the Brazilian coast. Antiquity, Durham, v. 72, n. 277, p. 592-615, 1998.
GASPAR, Maria Dulce; BARBOSA, Débora; BARBOSA, Márcia. Análise do processo cognitivo de construção do Sambaqui da Boa Vista I (RJ). CLIO: Arqueológica, Recife, v. 1, n. 10, p. 103-123, 1994.
GASPAR, Maria Dulce. et al. Sambaqui de Amourins: mesmo sítio, perspectivas diferentes. Arqueologia de um sambaqui 30 anos depois. Revista del Museo de Antropologia, Córdoba, v. 6, n. 1, p. 7-20, 2013
GEERTZ, Cliford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
HUMPHREYS, Sarah; KING, Helen. Mortality and immortality: the anthropology and archaeology of death. London: Academic, 1981.
KNEIP, Lina. O Sambaqui de Manitiba I e Outros Sambaquis de Saquarema, RJ. Documento de Trabalho Série Arqueologia, Rio de Janeiro, v. 5, p. 1-91, 2001.
KOKLER, Daniela. Consumo ritual, consumo no ritual: festins funerários e sambaquis. Habitus, Goiânia, v. 10, n. 1, p. 83-104, 2012.
LUBY, E. M.; GRUBER, M.F. The dead must be fed: symbolic meanings of the shellmounds of the San Francisco Bay area. Cambridge Archaeological Journal, Cambridge, v. 9, n. 1, p. 95-108, 1999.
MENESES, Ulpiano. A cultura material no estudo das sociedades antigas. Revista de História, São Paulo, n. 115, p. 103-117, 1983.
MORRIS, Ian. Death-Ritual and Social Structure in Classical Antiquity. Cambridge: Cambridge University, 1992.
PEIRANO, Mariza. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
PENNA, Domingos S. Ferreira. Breve notícia sobre os sambaquis do Pará. Archivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro, v. 1, p. 85-99, 1876.
PLENS, Cláudia. O papel dos amontoados de conchas no sambaqui fluvial. Revista de Arqueologia, Pelotas, v. 22, n. 2, p. 77-93, ago./dez. 2009.
REIS, Silvia; HERINGER, Pedro Colares; RODRIGUES-CARVALHO, Claudia. Análise Preliminar do Sepultamento de uma Criança do Sambaqui de Cabeçuda, Santa Catarina. In: REUNIÃO DA SAB SUDESTE, 4., Rio de Janeiro. Pôster… Rio de Janeiro: UERJ, 2012.
ROKSANDIC, Mirjana et al. Cultural Dynamics of Shell-Matrix Sites: Diverse Perspectives on Biological Remains from Shell Mounds and Shell Middens. In: ROKSANDIC, Mirjana. (Org.). Cultural Dynamics of Shell-Matrix Sites. Albuquerque: University of New Mexico, 2014.
VAN GENNEP, Arnold. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 1977.
WIENER, Carlos. Estudo sobre os sambaquis do sul do Brazil. Archivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro, v. 1, p. 1-20, 1876.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Proposta de Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).