Representações sociais da adolescência/juventude a partir de textos jornalísticos (1968-1974 e 1996-2002)

Maria Cristina Smith Menandro, Zeidi Araújo Trindade, Angela Maria de Oliveira Almeida

Resumo


A análise das informações sobre adolescência/juventude que circularam no Brasil na história recente pode contribuir para a compreensão de como a adolescência é representada. Partindo da perspectiva da Teoria das Representações Sociais investigamos representações sociais da adolescência/juventude em matérias jornalísticas publicadas na revista VEJA nos períodos de 1968 a 1974 e de 1996 a 2002. Utilizamos o software ALCESTE para organização e tratamento dos dados. Nos dois períodos estudados, pudemos identificar idéias de rebeldia, de dependência e imaturidade, e da condição de estudante na representação de adolescência/juventude. Observamos também a crescente atribuição de importância e responsabilidade à família no desenvolvimento dos jovens, com marcante presença de discurso profissional/especializado sobre sua imaturidade, com prescrições cada vez mais direcionadas à prevenção de comportamentos de risco. Estão presentes também histórias de exclusão e violência, indicando a associação de conteúdos negativos relacionados aos jovens nos meios de comunicação.

Palavras-chave


Adolescência; Juventude; Representações sociais

Texto completo:

HTML PDF

Referências


ABRAMO, H. W. (1997) Considerações sobre a tematização social da juventude no Brasil. Revista Brasileira de Educação. Vol. 5 e 6: 25-36.

ARCE, J. M. V. (1997). O funk carioca. In: M. Herschmann (Org.). Abalando os anos 90 &– funk e hip-hop &– globalização, violência e estilo cultural. Rio de Janeiro: Rocco.

ARRUDA, J. J. A. & PILETTI, N. (2003) Toda a História. São Paulo: Ática.

BILAC, E. D. (2002) Família: algumas inquietações. In: Carvalho, M.C.B. (Org.) A família contemporânea em debate. São Paulo: Educ/Cortez.

BOCK, A. M. B. & LIEBESNY, B. (2003) Quem eu quero ser quando crescer: um estudo sobre o projeto de vida de jovens em São Paulo. In: Ozella, S. (Org.) Adolescências construídas: a visão da psicologia sócio-histórica. São Paulo: Cortez.

CARMO, P. S. (2001) Culturas da rebeldia: a juventude em questão. São Paulo: Senac.

CUNHA, G. G. (2000) Brincadeiras, sexualidade, trabalho e sabedoria, assim definem nosso desenvolvimento. Dissertação de Mestrado, Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, DF.

GALLATIN, J. E. (1978) Adolescência e Individualidade. São Paulo: Harper e Row do Brasil.

GÜNTHER, I. A. (1991) Prevenção na adolescência (resumo). In: Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP), Anais do III Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico (264-265), Águas de São Pedro, SP.

GRUPO ABRIL (2003) Disponível em http://www.abril.com.br/aempresa/saladeimprensa/presskit.pdf. Acesso em 2004.

IBGE &– Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2001) Síntese de Indicadores Sociais 2000. Rio de Janeiro: IBGE.

JODELET, D. (1986) La representación social: fenómenos, concepto y teoria. In Moscovici, S. (Org.). Psicologia Social II. Barcelona: Ediciones Paidós Ibérica S.A.

MARTINS, P. O. (2002) As expectativas do ter e o fracasso do ser: representações sociais de adolescência e suicídio entre adolescentes. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES.

MINAYO, M. C. S. et al (1999) Fala galera: juventude, violência e cidadania na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro/Brasília: Garamond/Unesco.

MENANDRO, M. C. S. (2004) Gente jovem reunida: um estudo de representações sociais da adolescência/juventude a partir de textos jornalísticos (1968/1974 e 1996/2002). Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES.

NOLASCO, S. (2000) De Tarzan a Homer Simpson: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas ocidentais. Rio de Janeiro: Rocco.

PEDERIVA, A. B. A. (2000) Jovem Guarda: cronistas sentimentais da juventude. São Paulo: Nacional.

SÁ, C. P. (1993) Representações sociais: o conceito e o estado atual da teoria. In: SPINK, M.J. (Org.) O conhecimento no cotidiano: as representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense.

SANT’ANA, M. T. P. (2003) Representações sociais de conselheiros tutelares sobre o adolescente: relatos de uma prática. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES.

SCHMIDT, J. P. (2001) Juventude e política no Brasil: a socialização política dos jovens na virada do milênio. Santa Cruz do Sul: Edunisc.

SOARES, C. (2000) De juventudes, transiciones y el fin de las certidumbres. Revista Internacional de Ciencias Sociales. Vol. 164: 80-88.

STEINBERG, L. & MORRIS, A.S. (2001) Adolescent Development. Annual Review of Psychology. Vol. 52: 83-110.

TRINDADE, Z. A. (1996) Representação social: "modo de conhecer" no cenário da saúde. In: Trindade, Z. & Camino, C. (Orgs.). Cognição Social e Juízo Moral. Rio de Janeiro: Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia &– ANPEPP.

TRINDADE, Z. A. (2002) Representações e práticas sociais: uma perspectiva sócio-histórica da masculinidade. Trabalho apresentado no IX Simpósio de Pesquisa e Intercâmbio Científico da ANPEPP, Águas de Lindóia, SP.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.


Universidade Federal do Rio de Janeiro - Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Instituto de Psicologia

Av. Pasteur, 250 - Pavilhão Nilton Campos, Praia Vermelha - Urca
CEP: 22290-902 - Rio de Janeiro-RJ - arquivosbrap@psicologia.ufrj.br
Portal Capes
Minerva

Indexação
Lilacs
Pepsic
Index Psi Periódicos (BVS - Psi)
Latindex
Scopus
Clase
Psicodoc
Redalyc
PsycINFO

Apoio:
UFRJ/Capes/CNPq/FAPERJ