Epistemologia complexa e autismo: novos horizontes
DOI:
https://doi.org/10.36482/1809-5267.ARBP-2022v74.15090Palabras clave:
Educação especial, autopoiesis, autismo, complexidade, neuroplasticidadeResumen
Trata-se de uma abordagem paradigmática baseada na complexidade dos indivíduos diagnosticados com Transtornos do Espectro Autista (TEA). Ao não separar a cognição da ontogênese dos sujeitos, este projeto de pesquisa assume uma posição complexa, rompendo com posições comportamentais hegemônicas que não atendem às condições biológicas autopoiéticas (autoprodução) dos seres humanos, ignorando também o potencial neuroplasticidade deles ao lidar com os sujeitos autistas com repetições, reforços e outras atitudes mecânicas. A partir da explicação dessa epistemologia, parte-se para a explicitação do arcabouço teórico que sustenta a pesquisa, cujo eixo gira em torno da aprendizagem como experiência pessoal, acoplada à realidade e não à adaptação. Os seres vivos em seu funcionamento mudam continuamente sua estrutura, que é plástica e conservam sua organização, que é autopoiética. Como instrumento de acoplamento, é utilizado um dispositivo de tecnologia touch, o iPad, que garante ao usuário um tipo de interação muito ativo, desencadeando ao mesmo tempo emoções/cognição, bem como o sistema háptico envolvido (toque). Isso pode desencadear mecanismos neurofisiológicos que ajudam as crianças diagnosticadas como autistas a encontrar outras vias neurais que não as comprometidas pela patologia em questão. O artigo apresenta no final breves ilustrações do processo empírico e as transformações desencadeadas nesses sujeitos ao longo do desenvolvimento do projeto. De acordo com a metodologia complexa, os pesquisadores do projeto atuam como parte do sistema observado, dando conta de suas próprias operações com seus sistemas autônomos.
Citas
Atlan, H. (1992). Entre o cristal e a fumaça. Rio de Janeiro: Zahar.
Barbier, R. (2007). A pesquisa-ação. Brasília: Liber Livro.
Bayona Prieto, J., Bayona, E. A., & León-Sarmiento, F. E. (2011). Neuroplasticidad, neuromodulacion e neurorrebilitacion: Três conceptos distintos y un solo verdadeiro. Salud Uninorte, 27(1), 95-107.
Damásio, A. (2000). O mistério da consciência. São Paulo: Companhia das Letras.
Damásio, A. (2004). Em busca de Espinosa: Prazer e dor na ciência dos sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras.
Flores, F., Winograd, T. (1989). Hacia la compreension de la Informatica y la cognicion. Barcelona: Hispano-Europea.
Freud, S. (1966). Project for a scientific psychology (Standard edition of the complete psychological works of Sigmund Freud Vol. I). London: Hogarth. (Originalmente publicada em 1895).
Gadia, C. (2006). Apredizagem e autismo. In N. Rotta, L. Ohlweiler, & R. S. Riesgo (Orgs.), Transtornos de aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed.
Kastrup, V. (2004). A aprendizagem da atenção na cognição inventiva. Revista Psicologia & Sociedade, 16(3), 7-16. https://doi.org/10.1590/S0102-71822004000300002
Khoury, L. P., Teixeira, M. C. T. V., Carreiro, L. R. R., Schwartzman, J. S., Ribeiro, A. F., & Cantieri, C. N. (2014). Manejo comportamental de crianças com transtornos do espectro do autismo em condições de inclusão escolar. São Paulo: Mennon.
Maturana, H., & Varela, F. (1980). Autopoiesis and cognition. Dordrecht: Riedel.
Maturana, H., & Varela, F. (1994). De máquinas e seres vivos. Porto Alegre: Artes Médicas.
Morin, E. (1991) Introdução ao pensamento complexo. Lisboa: Instituto Piaget
Sacks, O. (2008) Um antropólogo em Marte. São Paulo: Companhia das Letra.
Varela, F. (s.d.). Conhecer. Lisboa: Instituto Piaget.
von Foerster, H. (2003). Understanding understaending. New York: Spring
Descargas
Número
Sección
Licencia
La aprobación de los textos implica a cesión inmediata y sin encargos de los derechos de publicación en la Revista Arquivos Brasileiros de Psicologia, que tendrá la exclusividad de publicarlos por primera. El autor continuará, no obstante, a detener los derechos autorales para publicaciones posteriores. En el caso de nueva publicación de los artículos en otros vehículos, se recomienda la mención a la primera publicación en Arquivos Brasileros de Psicologia.
Derechos Autorales para artículos publicados en esta revista son del autor, con derechos a primera publicación en la revista. En virtud de parecer en esta revista de acceso público, los artículos son de acceso gratuito, en aplicaciones educacionales y no comerciales.
Reprodución parcial de otras publicaciones
Manuscritos sometidos que contengan partes de texto extraídas de otras publicaciones deberán obedecer a los límites especificados para garantizar originalidad del trabajo sometido. Se recomienda evitar la reproducción de figuras, tablas y dibujos extraídos de otras publicaciones.
El manuscrito que contener reproducción de una o más figuras, tablas y dibujos extraídos de otras publicaciones sólo será encaminada para análisis si acompañado de permiso escrita del detentor del derecho autoral del trabajo original para la reproducción especificada en Arquivos Brasileros de Psicologia. El permiso debe ser direccionado al autor del trabajo sometido. En ninguna circunstancia Arquivos Brasileros de Psicologia y los autores de los trabajos publicados en esta Revista harán un repaso de los derechos obtenidos.