Entre o corpo e a terra: poéticas da resistência em Regina José Galindo e Rubiane Maia
DOI:
https://doi.org/10.60001/ae.n50.9Palavras-chave:
Corpo-território, Violência de gênero, PerformanceResumo
O artigo analisa as ações de Regina José Galindo e Rubiane Maia, com atenção às performances que investem o território-corpo em contato direto com a terra e seu substrato. As ações emergem de territórios marcados pela violência institucional, nas quais práticas sistemáticas destituem povos originários de sua relação com a terra, seja por expropriação deliberada ou por crimes ambientais. A violência sobre o corpo feminino como instrumento de dominação, é central na obra de Galindo. O corpo em ação, imerso e em diálogo com elementos orgânicos, transforma-se em dispositivo de resistência: confronta e subverte os modos de opressão impostos pelos neocolonialismos. O território tomado em sua materialidade e dado etimologicamente como espaço produtor de terror é confrontado em dimensão íntima tão presente na poética de Rubiane Maia. Desse modo, provocam deslocamentos sensíveis, permitindo a articulação de estratégias de desarmamento da violência histórica e contemporânea.
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