O ESTÁGIO, A PRECARIZAÇÃO DO MUNDO DO TRABALHO E A FORMAÇÃO DOS(AS) ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Renata Linhares, Hugo Leonardo Fonseca da Silva, Ângela Cristina Belém Mascarenhas, Sherry Max de Souza, Marcos Jerônimo Diás Júnior

Resumo


Este trabalho apresenta os resultados de pesquisa sobre o estágio supervisionado não obrigatório em nível de graduação, como expressão das relações entre a formação na universidade e a atuação no mundo do trabalho. Metodologicamente procedeu-se com pesquisa teórica associada ao levantamento e análise de dados por meio de entrevistas intensivas e questionários. Seus resultados apontam que o estágio supervisionado não obrigatório se materializa como relações de emprego precarizadas que desvirtuam a formação acadêmica e humana dos estudantes, isto é, um trabalho disforme que se efetiva como violência subliminar.


Palavras-chave


estágio supervisionado não obrigatório; mundo do trabalho; formação

Texto completo:

PDF

Referências


ALVES, Giovanni. Trabalho e neodesenvolvimento: choque de capitalismo e nova degradação do trabalho no Brasil. Bauru: Canal 6, 2014.

ALVES, Giovanni. O novo (e precário) mundo do trabalho: reestruturação produtiva e crise do sindicalismo. São Paulo: Boitempo, 2000.

ALVES, G.; ESTANQUE, E. (Orgs.). Trabalho, juventude e precariedade: Brasil e Portugal. Bauru: Canal 6, 2012.

ANTUNES, Ricardo. Dimensões da precarização estrutural do trabalho. In: DRUCK, G.; FRANCO, T. (Orgs.). A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo: Boitempo, 2007.

BEYNON, Huw. As práticas do trabalho em mutação. In: ANTUNES, Ricardo (Org). Neoliberalismo, trabalho e sindicatos: reestruturação produtiva na Inglaterra e no Brasil. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2002.

BRASIL. Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes e dá outras providências.

BRASIL. Lei Federal nº 6494, de 07 de dezembro de 1977. Dispõe sobre os estágios de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de ensino profissionalizante do 20 grau e supletivo e dá outras providências.

DEMAZIÈRE, Didier. Diversificação das formas de emprego e fragmentação das normas de emprego: o caso francês. In: GUIMARÃES, Nadya Araújo; HIRATA, Helena; SUGITA, Kurumi. (Orgs). Trabalho flexível, empregos precários? uma comparação Brasil, França, Japão. São Paulo: EDUSP, 2009.

GOIÁS. UEG. ESEFFEGO. Projeto político de curso de licenciatura em educação Física, Goiânia, 2015.

GOIÁS. UEG. Resolução CsA 854/2015. Aprova o Regulamento das diretrizes básicas para o Estágio Supervisionado dos cursos de graduação da Universidade Estadual de Goiás.

HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Editora Loyola, 1995.

MARX, Karl. O capital. São Paulo: Editora Boitempo, 2013.

MÉSZÁROS, Ístvan. Para além do capital: rumo a uma teoria da transição. São Paulo: Boitempo, 2002.

MASCARENHAS, Angela Cristina Belém. Violência Subliminar e Ideologia na Sociedade Capitalista. (In). Scarel; Estelamaris, Rosa, Sandra Valéria Limonta; Silva, Simei A. (Org). Educação, Sociedade, Subjetividade e Violência. Goiânia. Grafíca e Editora América, 2015.

POCHMAMN, Márcio. Desempregados do Brasil. (In): Antunes, Ricardo (Org). Riqueza e miséria do trabalho no Brasil. Vol.1. São Paulo: Boitempo, 2006.

SANTOS, Jucelindo Vieira dos. Contrato de estágio: subemprego, aberto e disfarçado: reflexões e comentários: legislação de estágio. São Paulo: LTr, 2006.

VASAPOLLO, Luciano. O trabalho atípico e a precariedade. São Paulo: Expressão Popular, 2005.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 1809-9556.

Todos os direitos reservados a revista ARQUIVOS em MOVIMENTO e a seus Autores.