Violência e apropriações comunitárias da segurança e justiça no México

Antonio Fuentes Díaz

Resumo


O artigo discute o surgimento de respostas da comunidade contra a violência, caracterizadas pela apropriação da segurança e da justiça, e propõe entende-las como parte de um continuum na gestão de riscos, que adota múltiplas formas, da justiça vigilante até a autodefesa armada. Para isto, analisa casos de linchamentos e o movimento de autodefesa no México, propondo que no atual cenário de insegurança, grupos e comunidades passam de reações espontâneas a uma maior organização. Esta participação ocorre em cenários ambíguos entre o legal e ilegal, e produzem imaginários de ordem que confrontam estas zonas de indistinção. O artigo discute a relevância da categoria margem do Estado para refletir as negociações que as comunidades realizam com o Estado para estabelecer controles comunitários de regulamentação da segurança.


Palavras-chave


linchamentos, autodefesa, segurança, margem do Estado, zona cinza

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