O objetivo deste artigo é analisar a produção de um senso de moralidade a partir dos discursos circulantes nos grupos de Alcoólicos Anônimos (AA), mas, concomitantemente, explorar as possibilidades de agência dos atores por meio das “sociações” (SIMMEL, 2006) emergentes destas plataformas terapêuticas. Para tanto, utilizo como hipótese a ideia de que esse senso de moralidade é construído por meio de atividades externas e coercitivas (acerca dos discursos sobre a doença) para, em um segundo momento, desconstruí-lo no plano das interações face a face da dádiva e das sociações.
Downloads
Não há dados estatísticos.
Biografia do Autor
Eduardo Tadeu Brunello, UFCG
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG, Brasil) e colaborador do Grupo de Pesquisa Sociedade, Saúde e Cultura (Grupessc) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB, João Pessoa, Brasil). É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGSOC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL, Brasil), especialista no ensino de sociologia pela UEL e graduado em ciências sociais pela mesma universidade.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.