O artigo objetiva compreender a realidade de uma penitenciária feminina na fronteira entre Brasil e Bolívia, revelando indícios de violência institucional nessa prisão. Entende-se que a violência institucional se refere ao conjunto de fatores, provenientes da lógica que sustenta a atuação da unidade prisional, que impede uma ressocialização plena das detentas. Em suma, constatou-se que a superlotação e a precariedade das instalações, somadas à falta de assistência e à escassez de oportunidades de estudo e trabalho no cárcere, representam indícios de violência institucional para com a detenta, prejudicando o seu processo de (re)inserção social.
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Biografia do Autor
Caroline Krüger, Universidade de São Paulo (USP, Ribeirão Preto)
É doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Administração de Organizações (PPGAO) da Universidade de São Paulo (USP, Ribeirão Preto, Brasil). Possui mestrado pelo Programa de Mestrado em Estudos Fronteiriços (PPGEF) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Corumbá, Brasil) e graduação em administração pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel, Brasil).
Dyego de Oliveira Arruda, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)
É
professor do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ, Rio de Janeiro, Brasil) e do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais (PPRER) da instituição. É pós-doutorando junto ao Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAd) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Campo Grande, Brasil). Possui doutorado pelo PPGAO da USP, mestrado pelo PPGAd da UFMS e graduação em ciências econômicas pela mesma universidade.
Milton Augusto Pasquotto Mariani, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Campo Grande)
É professor da Escola de Administração e Negócios (Esan) da UFMS e do PPGAd e PPGEF da mesma universidade. É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana (PPGH) da USP, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, Brasil) e graduado em geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp, Presidente Prudente, Brasil).
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