Evitação e afastamento como dispositivos morais da gramática da desconfiança: Uma leitura pragmatista do deslocamento urbano pela 'violenta' cidade do Rio de Janeiro
Retomando as principais bases do conceito de confiança, e por meio de um trabalho de campo em linhas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, proponho neste artigo a compreensão da desconfiança como uma gramática que disponibiliza dispositivos morais, como a evitação e o afastamento. Auxiliado por uma abordagem pragmatista, analiso como passageiros pagantes lançam mão de tais dispositivos ao se depararem com pessoas, lugares e procedimentos de ação por eles entendidos como possivelmente danosos à própria integridade física e patrimonial. São instrumentos mobilizados para fazer as atividades rotineiras terem continuidade.
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Biografia do Autor
Vittorio Talone, Doutorando do Iesp/Uerj
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador adjunto do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ e graduado em ciências sociais pela mesma universidade.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.