O artigo visa examinar os discursos e elementos simbólicos mobilizados por atores inseridos no “mundo do crime” para justificar ou condenar assassinatos na Zona Leste de Belo Horizonte, área periférica da cidade. A pesquisa, baseada na análise de inquéritos policiais e entrevistas, se concentrou em investigar o modo como esses atores fazem uso de uma gramática moral como forma de justificação da legitimidade de assassinatos ou os considerar injustos, o que configura ofensa a ser reparada por meio de retaliações violentas.
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Biografia do Autor
Rafael Rocha, Universidade Federal de Minas Gerais
Pesquisador do Instituto Sou da Paz e bolsista de pós-doutorado do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil). É doutor e mestre em pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFMG e tem graduação em ciências sociais pela mesma universidade.
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