As transformações urbanas pelas quais passou o Rio de Janeiro nos últimos anos multiplicaram mecanismos de governo da vida dos sujeitos na cidade, produzindo e reinventando tecnologias de controle de populações e regulação de condutas. Entendo a remoção de favelas como dispositivo de gestão das possibilidades de vida na cidade, composto por diversos discursos e práticas que enredam relações e conflitos entre diversos agentes nas margens do Estado. Parto, de um ponto de vista etnográfico, das formas de resistência às remoções para compreender como se produz a vida em meio à precariedade e à destruição.
Downloads
Não há dados estatísticos.
Biografia do Autor
Daniela Petti, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) do Museu Nacional (MN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil). Tem mestrado em sociologia (com concentração em antropologia) pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ, Brasil e graduação em ciências sociais pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV, Rio de Janeiro, Brasil).
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.