regimes normativos, vida, morte, sujeito, periferia urbana
Resumo
Trato neste artigo de processos sociais que envolvem moralidades, normatividades, violências, vida e morte. Argumento, baseando-me em uma pesquisa etnográfica realizada em uma favela de Belo Horizonte, que é a triangulação entre três regimes normativos primordiais — o do “mundo do crime”, o do estado, e o da Igreja — que vai confeccionar o que a teórica Judith Butler chama de enquadramento, ou seja, a moldura que separa quem fica do lado de dentro e quem fica do lado de fora do que é inteligível. Concluo que, por se tratar de um território marcado por violências, é essa triangulação que vai separar quem é “humano” de quem é “matável”.
Downloads
Não há dados estatísticos.
Biografia do Autor
Ana Beraldo, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil) e graduada em psicologia pela UFMG. Integra o NaMargem – Núcleo de Pesquisas Urbanas da UFSCar e o Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da UFMG.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.