Este artigo analisa os fatores associados ao uso da força e de armas no cometimento de roubos e como essas questões são interpretadas pelos assaltantes. Tem como fonte de dados 40 entrevistas em profundidade com autores de roubos, bem como registros oficiais de ocorrências dessa modalidade criminal em Belo Horizonte, Minas Gerais. O estudo indica que, além da personalidade, o tipo e o grau de violência empreendidos durante os assaltos estão associados ao contexto ou à forma como a vítima reage ao roubo, à maturidade do infrator na prática de roubo, ao tipo de arma que o infrator possui e ao tipo de alvo roubado.
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Biografia do Autor
Diogo Alves Caminhas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, Belo Horizonte, Brasil), e tem graduação em ciências sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes, Montes Claros, Brasil). É pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da UFMG, e consultor da empresa Herkenhoff & Prates.
Claudio Chaves Beato Filho, Universidade Federal de Minas Gerais
Professor titular do Departamento de Sociologia da UFMG. Coordena o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da mesma universidade. É doutor e mestre pela Sociedade Brasileira de Instrução (SBI) do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj, Rio de Janeiro, Brasil) e tem graduação em ciências sociais pela UFMG.
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