política criminal, criminologia, classes perigosas, intelectuais, Estado
Resumo
Este artigo tem por objetivo analisar a política criminal e seus fundamentos em Fortaleza no início do século XX, evidenciando como as doutrinas criminais lombrosianas fomentaram discursos que associavam o crime à miséria e ao vício, bem como a discussão de mecanismos de vigilância e controle visando reordenar o espaço urbano e social. Nesse sentido, pretende-se analisar como a política criminal foi se constituindo a partir da apropriação de ideias da criminologia moderna, elaboradas pela elite intelectual e política, além de evidenciar a relação que o Estado manteve com o contingente pobre da população, tratado como “classes perigosas”.
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Biografia do Autor
Francisco Linhares Fonteles Neto, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
Professor adjunto IV do curso de história, do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas (PPGCISH) todos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern, Mossoró, Brasil). Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP, Brasil). É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHS) da Universidade Federal do Ceará (UFC, Fortaleza, Brasil), e tem graduação em história pela UFC.
Lucas Araujo Gomes Frota, Universidade Federal do Ceará
Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade Federal do Ceará (UFC, Fortaleza, Brasil). É pós-graduado em história do Brasil pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA, Sobral, Brasil) e tem licenciatura plena em história pela Universidade Estadual do Ceará (Uece, Fortaleza, Brasil).
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