Este trabalho busca problematizar as representações da população carcerária construídas pela imprensa hegemônica brasileira. A partir de um caso específico — as mortes em série de detentos em unidades prisionais no início de 2017 —, a análise se concentrará na representação do preso enquanto vítima em três jornais impressos de alcance nacional. A construção narrativa do preso-vítima aparece como o contraponto do detento dito “selvagem”. A perspectiva adotada é a de que tal distinção foi feita revalorizando semanticamente uma parte dos detentos sem, no entanto, deixar de reforçar outra representação, tão difundida quanto estigmatizante.
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Bibliographies de l'auteur
Fabiano Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). É mestre pelo mesmo programa e graduado em comunicação social (jornalismo) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio, Brasil).
João Trajano Sento-Sé
Professor do Instituto de Ciências Sociais da Uerj e pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da mesma universidade. É doutor e mestre em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj, Brasil), mestre em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, Brasil), e tem graduação em ciências sociais e licenciatura em sociologia pela UFRJ.
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