Polícia Penal, identidade profissional, carcereiro, prisão, imagem social
Resumo
Este artigo discute o processo de construção identitária dos profissionais da segurança prisional a partir da passagem da classificação ocupacional de carcereiro a policial penal. Parto da criação da Polícia Penal para problematizar a atuação, imagem social e as suas repercussões na vida desses profissionais. A pesquisa foi feita por meio de observação participante e de entrevistas com policiais penais em prisões cearenses. Por meio das narrativas dos policiais, a identidade social de violento e corrupto dá espaço à identidade policial em formação, cujas atribuições se relacionam as práticas repressivas, disciplinares e de vigilância, como elementos avigorados pela organização política sindical para afastar as representações sociais escusas atribuídas à função.
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Biografia do Autor
Francisco Elionardo de Melo Nascimento, Universidade Estadual do Ceará
Professor na Faculdade Ieducare do Centro Universitário Uninta (Fied, Tianguá, Brasil). Tem doutorado e mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Estadual do Ceará (Uece, Fortaleza, Brasil). É membro do Laboratório de Estudos da Conflitualidade e Violência (Covio) da Uece e policial penal na Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE).
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