Brasil, justiça criminal, gangues prisionais, violência, tecnologias de segurança, vigilância
Resumo
Táticas de guerra e soluções tecnogerenciais: A administração público-privada da crise prisional brasileira examina as interações entre os setores público e privado no processo de securitização tecnológica do sistema penal brasileiro, após uma série de rebeliões prisionais lideradas pela “facção criminosa” Primeiro Comando da Capital (PCC), no ano de 2006. Ao analisar os discursos e racionalidades mobilizados por políticos, legisladores e empresários no âmbito da CPI do Sistema Carcerário instalada no ano de 2008, o artigo evidencia que a crescente presença do capital privado no sistema de justiça criminal brasileiro vem ativando conexões táticas e discursivas entre a lógica gerencial de vigilância e a racionalidade repressiva militarista como estratégias centrais para a gestão prisional no país.
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Biografia do Autor
Ricardo Urquizas Campello, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil
Pesquisador de pós-doutorado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, Brasil). É doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade de São Paulo (USP, Brasil), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP, Brasil) e graduado em ciências sociais pela PUC-SP.
Laurindo Dias Minhoto, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP, Brasil) e membro do Carceral Studies Working Group do Center for the Study of Law and Society da Universidade da Califórnia (CSLS-UC Berkeley, EUA). Foi pesquisador visitante no CSLS-UC.
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