Da ordem indizível ao imperativo flagrante: O “tirocínio” como recurso de suspeição nas abordagens policiais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4322/dilemas.v17.n.1.54568

Palavras-chave:

Abordagem policial, tirocínio, construção da suspeita, racialização, produção de subjetividades

Resumo

O presente texto acompanha as forças e os fluxos que compõem o processo de construção da suspeita nas ações de abordagem realizadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Na insuficiente precisão dos parâmetros normativos que orientam as abordagens dos PM, o “tirocínio”, como recurso analisador, incita reflexões sobre quais subjetividades são produzidas e atualizadas na seleção do suposto sujeito criminoso. Nesse plano cartográfico, indicam ser os jovens negros e moradores dos circuitos favelizados o perfil preferencial das malhas de captura, que restringem direitos e expõem grupos específicos a situações de maior vulnerabilidade.

Biografia do Autor

Bárbara Silva da Rocha, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Doutora e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGPS-UERJ), especialista em Psicologia Jurídica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e graduada em Psicologia pela UERJ. É analista judiciário (especialidade psicologia) do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM).

Anna Paula Uziel, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pesquisadora associada do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (Clam) do Instituto de Medicina Social (IMS) da UERJ e fundadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Subjetividades e Instituições em Dobras (GEPSID-UERJ). É doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (PPGCS-Unicamp), mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), graduada em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e graduada em Psicologia pela UERJ.

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Publicado

2024-02-22

Edição

Seção

Artigos