contrabando, cigarro, crime organizado, meios de comunicação, números públicos, performances.
Resumo
Desde 2014, contrabando, impostos e crime organizado são denunciados como problemas prementes para o Brasil. A hipótese deste artigo é que o diagnóstico presente nos meios de comunicação é produto da intervenção ativa de atores institucionais vinculados à indústria do tabaco. Apresentado como problema de contrabando e de impostos, o cigarro migra do debate da saúde para o campo de segurança pública, no qual é reinscrito como problema de criminalidade; problema que legitimaria a redução de impostos para acabar com os diferenciais que incentivam essa prática. O artigo mapeia os atores que realizam esse trabalho de inscrição no espaço público, as performances utilizadas para visibilizar esse trabalho, os instrumentos e as variáveis selecionadas para compor as figuras do contrabando, analisando as consequências que essa intervenção produz.
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Biografia do Autor
Fernando Rabossi, UFRJ
FERNANDO RABOSSI é professor associado do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia, ambos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Rio de Janeiro.
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à DILEMAS - Revista de Estudos de Conflito e Controle Social o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons tipo atribuição BY (CC-BY), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.