Este artigo endereça o problema das definições práticas sobre desastres. Apoiado teórica e metodologicamente em linhagens sociológicas orientadas pelo pragmatismo, suas considerações se baseiam na análise da ação discursiva política produzida entre 2010 e 2022 na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sobre deslizamentos de terra associados a eventos pluviais. O principal resultado encontrado é a relevância da ideia de tragédia como forma de interpretação dos desastres, algo que segue duas vias principais de construção discursiva: a nomeação e a narrativa. O artigo também se engaja em um diálogo teórico crítico com a sociologia pragmática.
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Biografia do Autor
Fabrício Cardoso de Mello, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Doutor e mestre em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Realizou pós-doutorado (PNPD-Capes) no Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Vila Velha (PPGSP-UVV). É pesquisador associado ao Núcleo de Estudos de Teoria Social e América Latina (NETSAL-IESP-UERJ) e ao Núcleo de Estudos Urbanos e Socioambientais (NEUS-UVV). Seus interesses de pesquisa são: teoria social, sociologia política, problemas socioambientais, sociologia dos riscos e desastres, movimentos sociais e ações coletivas.
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