Estigma territorial: a (in)desejável governança por estratos em Bogotá A estratificação em Bogotá tem sido justificada por argumentos de política social, mesmo que esse conceito naturalizado promova uma segregação por meio do preço dos serviços públicos ou do mercado imobiliário. A estratificação de Bogotá é um sistema de estigma territorial? Este artigo argumenta que a estratificação urbana é um sistema de estigma territorial resiliente, porque seu questionamento "de baixo" reforça esse dispositivo de controle concebido "de cima". Resultados de resenhas de jornais e entrevistas sugerem que Bogotá está em uma "armadilha de estratos", visto que a governança pela segregação também reforça e legitima estigmas territoriais. Apesar de tudo isso, parece que todos os atores sociais encontraram estratégias para fazer a estratificação funcionar em seus próprios interesses.
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Biografia do Autor
Miguel Gomis, Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá, Colombia
É Professor Associado da Pontificia Universidad Javeriana (PUJ, Bogotá, Colômbia). Doutor em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Complutense de Madrid (UCM, Madri, Espanha), mestre em Negócios Internacionais pela Sciences-Po (Sciences-Po, Paris, França) e licenciado em Ciência Política na mesma instituição (Sciences-Po, Paris, França).
Carolina Cepeda-Másmela, Pontificia Universidad Javeriana, Bogotá, Colombia
É Professora Associada da Pontificia Universidad Javeriana (PUJ, Bogotá, Colômbia). Doutora em Ciência Política pela Universidad de los Andes (Uniandes, Bogotá, Colômbia), mestre em Estudos Políticos pela Universidad Nacional de Colombia (UNAL, Bogotá, Colômbia) e cientista política pela mesma instituição (UNAL, Bogotá, Colômbia).
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