O artigo analisa fotografias de prisões do final do século XIX ao presente, considerando-as como patrimônio carcerário, registros institucionais que circulavam entre países e elementos de exposições. Fotografar prisioneiros para identificação foi prática de controle ligada ao poder disciplinar, associada à vigilância e normatização dos corpos. Imagens de edificações prisionais legitimaram a ordem e a eficácia institucional. Hoje, usadas com diferentes propósitos, ajudam a construir diagnósticos que contrapõem presente e passado. Dialoga-se com acervos de prisões preservados em museus, arquivos e exposições, com exemplos do Brasil conectados a Portugal e Itália.
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Biografia do Autor
Viviane Borges, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil
É professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC, Florianópolis, Brasil). É pesquisadora colaboradora do Instituto do Tempo Presente (IHTP, Paris, França). É doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, Porto Alegre, Brasil). É mestra em História pela UFRGS. Graduação em História pela Faculdade Porto Alegrense de Educação Ciências e Letras (FAPA, Porto Alegre, Brasil). Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq-2.
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