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Autores/as

  • Orlando Santos Junior Universidade Federal do Rio de Janeiro
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Palabras clave:

acumulación por despojo ilegalismos; Rio de Janeiro.

Resumen

Este artículo reflexiona sobre la teoría de la acumulación por despojo, la producción del espacio urbano y el ilegalismo. Se argumenta que el régimen periférico de acumulación de desposesión de Brasil, ejemplificado por la situación en Río de Janeiro, opera en el contexto de un orden urbano híbrido, desigual y combinado, movilizando prácticas en las fronteras de lo legal y lo ilegal, lo formal y lo informal. Para lograr este análisis, el artículo analiza la teoría de la acumulación por desposesión, alineada con el enfoque de David Harvey, rechazando la dicotomía entre las esferas económica y extraeconómica, pero aceptando la idea de que la acumulación por desposesión implica varias lógicas a partir de las cuales los regímenes de desposesión pueden ser caracterizado. A continuación, el artículo busca una aproximación empírica al caso de Río de Janeiro, examinando el entrelazamiento entre las dinámicas legales e ilegales que promueven el despojo. Primero centrándose en el papel del Estado, a través de la adopción de una gobernanza empresarial por parte del gobierno de la ciudad y posteriormente en el análisis de las actividades ilícitas, con énfasis en las milicias y su modelo de negocio.

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Publicado

2024-12-18

Número

Sección

Artigos