A GENEALOGIA E AS RELAÇÕES DE CENTRO-PERIFERIA

Felipe Luiz

Resumo


Há toda uma polêmica em torno da interpretação de Michel Foucault, e ela não se restringe aos temas por ele abordados, tocando mesmo o cerne de sua produção teórica, o método. Normalmente, aponta-se a coexistência de dois métodos distintos ao longo de seus trabalhos, o arqueológico e o genealógico, e as formas de apreender esta distinção também variam. Nosso intuito é aventar as possibilidades de uma leitura do método genealógico de Michel Foucault em um marco libertário, notadamente aproximando-o das noções de centro e periferia, que tem longa carreira, mas à moda de sua exposição pelo historiador neerlandês Rudolf de Jong, o qual desenvolveu certos pressupostos do pensamento de Malatesta, dentre outros anarquistas. Tentaremos argumentar acerca da possibilidade de uma interpretação dos trabalhos de Foucault nestes marcos, focando-se na inter-relação e reflexão sobre seus textos, e os correlacionando às noções de centro e de periferia.

Palavras-chave


Michel Foucault; genealogia; relações centro-periferia; Rudolf de Jong; anarquismo; filosofia política.

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