A ALGORITMIZAÇÃO DA MORTE: PRODUÇÃO DE ALVOS, FABRICAÇÃO DO “TERRORISTA” E RECONFIGURAÇÃO DA NAKBA NO SÉCULO XXI

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DOI:

https://doi.org/10.59488/90o

Resumo

Este artigo investiga transformações contemporâneas nas relações entre produção de conhecimento, controle populacional e exercício da violência no contexto histórico da questão palestina. A partir de uma abordagem histórico-documental, articula a historiografia da Nakba e das guerras contemporâneas aos debates sobre poder, violência e assimetrias nas relações internacionais, mobilizando documentação institucional e investigações jornalísticas sobre as recentes operações israelenses nos territórios palestinos ocupados. Nesse quadro, aprofunda-se o conceito de algoritmização da morte para analisar a incorporação de sistemas algorítmicos às estruturas historicamente constituídas de vigilância, identificação e produção de alvos. Argumenta-se que a transformação de categorias políticas disputadas, como a de “terrorista”, em classificações operacionalizáveis participa de uma reorganização das condições sociotécnicas de produção da violência. Situado na temporalidade histórica da catástrofe palestina, esse processo é interpretado como uma dimensão contemporânea da reconfiguração da Nakba, na qual novas capacidades de classificação e intervenção se articulam a relações históricas de ocupação, controle territorial e populacional.

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Biografia do Autor

Juan Filipe Loureiro Magalhaes, Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ

História, Ciência Política e Relações Internacionais

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Publicado

2026-10-20

Como Citar

MAGALHAES, Juan Filipe Loureiro. A ALGORITMIZAÇÃO DA MORTE: PRODUÇÃO DE ALVOS, FABRICAÇÃO DO “TERRORISTA” E RECONFIGURAÇÃO DA NAKBA NO SÉCULO XXI. Revista Estudos Libertários, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 34–55, 2026. DOI: 10.59488/90o. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/estudoslibertarios/article/view/71978. Acesso em: 4 nov. 2026.