AS MATRIZES AFRO-INDÍGENAS DA AJUDA MÚTUA E DA AUTOGESTÃO NO CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO
DOI:
https://doi.org/10.59488/9885Resumo
Este artigo discute as comunidades lideradas por José Lourenço Gomes da Silva, no sertão cearense (1894-1936), historicamente interpretadas como expressões do fanatismo, do messianismo ou da religiosidade popular, tendo como ponto de partida a visão dos seus moradores. Analisando criticamente a documentação histórica e as narrativas da imprensa, e contrapondo esses registros aos relatos orais desses moradores, argumentamos que o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e experiências afins elaboraram uma forma de organização baseada na ajuda mútua e na ausência de propriedade privada. Essa elaboração promoveu um modo de vida autogestionário, comparável a quilombos e aldeias indígenas. Tais comunidades ainda reinterpretaram o catolicismo a partir de matrizes não europeias. Esse conjunto de características, as tornou alvo de um duplo ataque: sua destruição física, por parte do Estado e do Exército brasileiro, e simbólica por meio da discriminação dos seus modos de vida por parte da imprensa.
Palavras-chave: Afro-indígena; Ajuda mútua; Autogestão; História oral; Sertão
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Estudos Libertários

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença CreativeCommonsAttribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.


