Metades e cristalizações
duas paixões nos contos de Nelson Rodrigues
DOI:
https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e72984Resumo
A despeito de sua reputação de provocador e imoral, Nelson Rodrigues cultivou, ao longo de sua vida, fortes valores cristãos e uma visão romântica do amor como cerne da existência humana. No entanto, a realidade, para ele, seria incompatível com os nossos ideais, e o mundo seria uma máquina de moer as nossas melhores ilusões. Essa visão pessimista da nossa condição está muito bem expressa em dois de seus contos, “A eterna desconhecida” e “O canalha”, objetos de análise deste estudo, que parte de duas formulações filosóficas que ajudaram a moldar a visão do amor na cultura ocidental e naquelas influenciadas por ela, passa pela visão do amor expressa pelo escritor em suas crônicas jornalísticas e aborda diretamente as duas narrativas em questão. Para além das ideias de Nelson sobre o amor, a análise aponta aspectos de sua poética e seu estilo que se fazem presentes em toda a sua obra.
Palavras-chave: Nelson Rodrigues; concepções de amor; contos; tragicômico.
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