Metades e cristalizações

duas paixões nos contos de Nelson Rodrigues

Autores

  • Adriano de Paula Rabelo Universidade Federal de Kazan

DOI:

https://doi.org/10.35520/flbc.2025.v17n33e72984

Resumo

A despeito de sua reputação de provocador e imoral, Nelson Rodrigues cultivou, ao longo de sua vida, fortes valores cristãos e uma visão romântica do amor como cerne da existência humana. No entanto, a realidade, para ele, seria incompatível com os nossos ideais, e o mundo seria uma máquina de moer as nossas melhores ilusões. Essa visão pessimista da nossa condição está muito bem expressa em dois de seus contos, “A eterna desconhecida” e “O canalha”, objetos de análise deste estudo, que parte de duas formulações filosóficas que ajudaram a moldar a visão do amor na cultura ocidental e naquelas influenciadas por ela, passa pela visão do amor expressa pelo escritor em suas crônicas jornalísticas e aborda diretamente as duas narrativas em questão. Para além das ideias de Nelson sobre o amor, a análise aponta aspectos de sua poética e seu estilo que se fazem presentes em toda a sua obra.

Palavras-chave: Nelson Rodrigues; concepções de amor; contos; tragicômico.

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Biografia do Autor

Adriano de Paula Rabelo, Universidade Federal de Kazan

- Pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade de Campinas;

- Pós-doutorado em História pela Universidade de São Paulo;

- Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo;

- Mestre em Literatura Brasileira pela Univeridade de São Paulo.

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Publicado

2026-05-15

Como Citar

RABELO, Adriano de Paula. Metades e cristalizações: duas paixões nos contos de Nelson Rodrigues. Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, [S. l.], v. 17, n. 33, 2026. DOI: 10.35520/flbc.2025.v17n33e72984. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/flbc/article/view/72984. Acesso em: 19 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos