"Foe", de J.M. Coetzee: a configuração da metaficção historiográfica

Bruna Marcelo Freitas, Vera Lucia da Rocha Maquêa

Resumo


O presente artigo pretende apresentar uma releitura do romance Foe, de autoria de J. M. Coetzee, à luz das configurações da narrativa pós-moderna. A obra foi publicada em 1986 e traduzida para o português por José Rubens Siqueira, em 2016. Em primeira instância, recorremos a Lukács e Watt para refletirmos sobre à constituição do gênero romance; por conseguinte, encaminhamos uma análise do romance, ancorada em Adorno, Bakhtin, Worthington e, sobretudo, em Hutcheon. Com efeito, podemos dizer que as personagens adquirem novos posicionamentos no romance coetzeeniano, lugares que não são indicativos de uma dialética, mas reconfiguram as problemáticas embrionárias do passado, convidando o leitor a participar do texto e (re)pensar/sentir o mundo do homem e suas experiências, por meio dos signos, sons e vozes que orquestram o conjunto narrativo. Em síntese, Foe expressa o desajustamento da experiência do homem na sociedade, e o faz devido à forma como se constitui uma metaficção historiográfica.

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